ego
- Equipe ICTS

- 27 de abr. de 2021
- 4 min de leitura
É comum ouvir falar muito sobre o ego, mas você sabe realmente do que ele se trata?
Sempre que falamos sobre o ego de alguém, é como se falássemos sobre uma parte bem pequena e delicada, mas que possui um poder enorme e pode tomar uma proporção realmente assustadora.
O ego é responsável por influenciar as relações interpessoais. Seja iniciando um conflito ou evitando-o, procurando uma solução ou deixando tudo voar pelos ares. Apontar alguém como egocêntrico também é outra forma muito usual onde ele aparece, mesmo que muitas vezes as pessoas possam não ter muita certeza do que isso realmente significa.
Seria possível controlar algo tão forte como o ego? Além disso, seria possível identifica-lo e usá-lo de modo com que ele beneficiasse sua vida e não o contrário?
Como todo bom processo de desenvolvimento pessoal, existem diversas formas de trabalharmos isso, mas primeiro precisamos entender como ele funciona.
O que é:
O Ego é um fragmento do ser humano que alimenta pensamentos, sentimentos e emoções relacionadas ao próprio interesse. Tudo o que você sente, que forma suas opiniões e define suas atitudes, faz parte do ego. É com base nisso que ele te provoca a sempre buscar aquilo que te agrada e ser contra as coisas que se apresentam desfavoráveis.
É preciso relembrar, mesmo que de forma resumida, de onde tudo isso se originou. Na psicologia, mais precisamente na psicanálise, Sigmund Freud, em busca de explicar como é o funcionamento da mente humana, estabeleceu níveis diferentes de consciência, dos quais receberam três nomes distintos, sendo eles o ego, o id e o superego.
O ego, segundo Freud, seria um desses níveis, responsável pela personalidade de uma pessoa e tendo como base o princípio da realidade. Esse princípio seria a imagem que as pessoas constroem através de suas experiências socioculturais, que são utilizadas pelo ego para assimilar e impulsionar suas vontades e atitudes.
Muitas pessoas diriam que ele está ligado ao caráter, o que também faz sentido. A maneira com a qual alguém age ou pensa é influenciada não só pelo contexto e as experiências que foram vivenciados, mas por alguma parte da sua mente que te diz o que é bom e o que é ruim, e essa parte é o ego.
É como se fosse uma característica psíquica do ser humano, uma camada que faz uma síntese das coisas que você viu, ouviu ou teve qualquer tipo de contato, para que você tenha um conceito para se nortear diante das escolhas e dúvidas que irão surgir no seu caminho.
A principal função é balancear os seus desejos e vontades diante do que você entende como realidade. Por isso o ego é algo tão pessoal. São suas opiniões individuais que são utilizadas como um guia da verdade. Sendo assim, envolve diretamente suas crenças inconscientes e por isso quando elas são contrariadas gera um desconforto, pois se trata da sua percepção construída do que é a vida e o que é real.
Afinal de contas, o ego é bom ou ruim?
Nem um nem outro. Na verdade, isso depende totalmente de você. Se você permite que ele te controle e assuma um papel de mestre da sua vida, com certeza isso vai ser algo ruim, uma vez que você será servo dos seus impulsos e sentimentos, muito provavelmente tendo dificuldade de praticar efetivamente atos que necessitem que você passe por cima do seu próprio orgulho, por exemplo.
Agora, se for capaz de identificar e obter controle sobre ele, sem dúvidas ele vai ser algo positivo.
O ego não define quem você é. Ele faz parte do que você acredita ser, mas na verdade você é muito maior do que isso. Assim como explicamos anteriormente, ele cria uma perspectiva e uma realidade acerca das experiências que você teve ao longo da vida.
Isso faz com que você tenha tendência de seguir impulsos que protejam seus interesses próprios. Mas, do mesmo jeito que foi construída uma identidade, personalidade e caráter, a tendência é que o desenvolvimento continue e que você se torne alguém diferente com o passar do tempo.
Sendo assim, o seu ego também não é algo definitivo. Todos os seres humanos estão vulneráveis a uma constante mudança, seja algo profundo internamente ou apenas suas opiniões acerca de um assunto qualquer.
Isso quer dizer que se você for capaz de controla-lo, vai identificar seus impulsos e conseguir questionar seus próprios julgamentos. A partir daí, será possível iniciar o processo de desvincular sua personalidade, sua identidade, do seu ego. Hoje em dia esse processo é muito conhecido como autoconhecimento.
Aqui no blog já foram manifestadas algumas técnicas, tanto de terapia quanto de PNL, de como potencializar seu autoconhecimento em busca de diversos benefícios para o seu bem estar e sua qualidade de vida. Todas elas, cada uma com sua especialidade, proporcionam um progresso no seu desenvolvimento pessoal e com certeza te auxiliam a se enxergar sempre de outra perspectiva, entendendo suas motivações, emoções, desejos e, consequentemente, entendendo quem é você de verdade e o que é o são apenas sensações do seu ego.
A meditação é um bom exemplo disso. De forma geral, é uma prática que estimula a busca pelo autoconhecimento, a conquista da liberdade interior e da evolução da sua mente e espírito. Existem várias outras formas de você fazer essa conexão espalhadas por diversas culturas diferentes no mundo.
O importante é você aprender a observar a sua mente e não se agarrar ao que se passa nela a qualquer instante. Mais do que compreender a si mesmo, é se compreender como parte de um todo, do universo em que você habita.
Uma vez que você conseguir contemplar o mundo a sua volta, sem se prender necessariamente ao valor material ou aos seus interesses pessoais, estará a um passo muito próximo de controlar o seu ego. Cabe a cada pessoa decidir se vai transformar o seu ego em um aliado próspero e forte ou em um temível pesadelo.






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